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5 dicas essenciais para médicos melhorarem o relacionamento com a imprensa

5 dicas essenciais para médicos melhorarem o relacionamento com a imprensa

A saúde sempre é um dos assunto mais explorados e divulgados nos mais diversos meios de comunicação. Em termos políticos e sociais, podemos dizer que a saúde é um tema complexo e que requer toda a atenção possível, visto que, em um país precarizado como o nosso, a saúde acaba sendo vista como um problema sério a ser resolvido, assim como a fome e a corrupção.

Inclusive, corroborando com o comentário acima, segundo pesquisa da Datafolha de 2015, a saúde foi considerada o segundo pior problema do país, ficando atrás da corrupção.

Mas, é claro, nem sempre os veículos de comunicação tratam, necessariamente, dos problemas e dificuldades enfrentados no sistema de saúde do país, seja ele público ou privado. Muitas vezes, temas como qualidade de vida, bem-estar e prevenção de doenças, ganham destaques nos noticiários, pois também interessam grande parte da população.

Nesse cenário todo, ninguém melhor do que os próprios profissionais da área médica para falarem sobre os assuntos que dominam. Você, médico ou médica, é uma grande fonte de informações valiosas que pode sanar dúvidas e colaborar muito para termos um estilo de vida em sociedade mais consciente e saudável.

Por isso, mais cedo ou mais tarde, algum repórter pode ligar para sua clínica, consultório ou mesmo hospital, solicitando uma entrevista sobre algum tema relacionado à saúde, questões médicas diversas ou uma boa história de recuperação.

Enquanto alguns já estão habituados com essa situação, outros costumam negar o contato com a imprensa, seja por timidez, tempo ou receio de que a experiência não seja interessante.

No entanto, como já foi comentado, é sempre bom lembrar que essa relação pode ser bastante benéfica para as pessoas que te seguem nas redes sociais, que assistem TV, que leem jornais e revistas, sejam moradores da sua cidade, do seu estado ou do país todo.

Além disso, com uma simples entrevista, você pode estar colaborando com sua própria imagem, trabalhando seu marketing pessoal e melhorando o valor da sua marca, sua clínica ou seu consultório.

Um profissional de saúde que se coloca a disposição e transmite para a população seus conhecimentos, dicas ou ideias, acaba sendo visto como uma autoridade e ganhando cada vez mais notoriedade.

Além do mais, acredite, a tarefa de conceder entrevistas pode ser mais simples do que parece. Por isso mesmo preparamos 5 dicas essenciais para você iniciar ou melhorar seu relacionamento com a imprensa. Confira!

1. Seja acessível e atencioso

Você está trabalhando e o profissional que o procurou também. Portanto, antes de sair rejeitando ligações, procure conversar e conhecer o assunto para, então, tomar uma decisão.

Se não puder atender ou receber o repórter na hora, mostre-se disponível a ajudar, combinando o melhor dia e horário (o mais breve possível) para que ele retorne o contato.

Lembre-se de que o jornalista pode ser seu parceiro na missão de instruir a sociedade.

2. Tenha conhecimento sobre o assunto

Você aceitou conceder a entrevista, agora é hora de se preparar. Com o tema já definido, faça algumas leituras e pesquisas sobre o assunto, isso ajuda e muito na hora de responder às perguntas.

Outra dica é escrever alguns tópicos sobre o tema e ter as anotações com você na hora da entrevista, seja na mão, no bolso, não importa, pois o nervosismo pode acabar fazendo você esquecer alguma coisa.

Se preferir, também peça para que o repórter envie antecipadamente os principais pontos a serem abordados na conversa, assim você poderá se preparar melhor e se sentir mais confiante.

3. Humanize o tema

Uma reportagem com informações sobre uma doença, tendo como entrevistado um especialista é ideal, mas com o depoimento de um paciente é ainda melhor.

Esta deve ser uma preocupação mútua, é claro, visto que o jornalista é quem vai desejar ter o paciente inserido na entrevista, mas também cabe a você, caso você seja o médico daquele paciente em específico. Sua decisão se o paciente está apto a falar ou não é também levada em consideração.

Portanto, levando em consideração o que já foi exposto no parágrafo acima (imaginando que o paciente esteja bem e apto para falar) e caso o repórter peça ajuda para ouvir a declaração do paciente, seja colaborativo. Obviamente, cada caso é um caso, mas isso pode reforçar ainda mais a importância do seu trabalho e da sua ajuda no atendimento, tratamento ou cura de alguma doença.

E mais, se for conveniente e todas as partes concordarem, inclusive, você mesmo pode entrar em contato com o paciente, explicando a situação previamente e ressaltando a importância do seu depoimento como exemplo para outras pessoas.

4. Evite termos muitos técnicos

Termos técnicos e jargões só podem ser utilizados se a entrevista for publicada em alguma revista ou canal voltado exclusivamente aos profissionais ou estudantes da área. Caso contrário, busque sempre simplificar o assunto para que o público possa compreendê-lo da melhor forma.

Use palavras simples, do cotidiano das pessoas. Tem uma frase do filme Filadélfia, de 1993, que ilustra bem isso. Em dado momento, o personagem do Tom Hanks chega até o escritório do Denzel Washington, que interpreta um advogado no filme. Quando Hanks começa a explicar seu caso, o Denzel Washington olha para ele e diz “calma, me explique como se eu tivesse 12 anos de idade”.

No final das contas, é isso, temos sempre que lembrar que estamos falando com pessoas em níveis distintos de consciência e referências. Por isso, o melhor é não abusar dos termos técnicos.

Também é importante lembrar que o repórter não possui o conhecimento sobre o assunto. Tenha paciência ao explicar as causas ou tratamentos de doenças, por exemplo. Ele certamente será muito grato e voltará a lhe procurar quando precisar.

5. Confie no trabalho do profissional

A confiança precisa ser um sentimento recíproco nesse relacionamento. Se o repórter procurou você, é porque confia no seu trabalho como médico. Sendo assim, confie também nas dicas, instruções e indicações que ele tem para te passar.

Faça a entrevista tranquilamente e tenha paciência quando for pedido para parar, ajeitar alguma coisa, um spot de luz, um microfone mal posicionado, um ângulo não tão bem captado, e por aí vai.

Com a versão final da publicação, cordialmente, você pode conversar com o repórter explicando que não quer que nenhuma informação equivocada ou frase fora de contexto seja publicada. Certamente, isso será acordado sem problemas. E, de resto, deixe com ele e os outros profissionais da área jornalística, afinal, quem entende de captação, edição, redação e difusão é ele. O objetivo, para ambos, é que a parceria renda um material com qualidade em alto nível.

Então, gostou das nossas dicas? Continue lendo nossos conteúdos, estamos sempre atualizado no blog. Se quiser, compartilhe com seus colegas de profissão. Até a próxima!

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André Luiz Forchesatto

André Luiz Forchesatto

Ajudo a facilitar a rotina de nossos clientes, gerenciando o time que trabalha constantemente para simplificar a gestão de clínicas, consultórios e centros médicos pelo Brasil.